CALPAS

Escala Californiana de Aliança Terapêutica · versão do cliente
Gaston & Marmar (1990, 1994) · California Psychotherapy Alliance Scales – Patient version (CALPAS-P)
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O que é a CALPAS e como utilizá-la?
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Sobre o teste

CALPAS (California Psychotherapy Alliance Scales) é um dos instrumentos mais citados na avaliação da aliança terapêutica. Foi desenvolvido por Louise Gaston e Charles Marmar, na Califórnia (1990, 1994), no contexto de pesquisas sobre a eficácia da psicoterapia breve.

A versão completa CALPAS-P contém 24 itens e cobre 4 facetas-chave da aliança. Diferentemente do WAI e do HAQ, a CALPAS distingue o que o cliente traz para o trabalho daquilo que o terapeuta traz – isso ajuda a identificar exatamente onde está o ponto frágil da colaboração.

As quatro subescalas
PWC · Capacidade de trabalho do cliente
Disposição para se abrir, observar-se, suportar emoções intensas, explorar a própria contribuição para o problema.
PC · Engajamento do cliente
Confiança na terapia, disposição para investir (tempo, desconforto), determinação de levar o processo até o fim.
WSC · Consenso quanto à estratégia
Convergência com o(a) terapeuta sobre quais mudanças são necessárias e como caminhar até elas.
TUI · Compreensão e envolvimento do terapeuta
Empatia, ausência de julgamento, tato, sensação de genuíno interesse por parte do(a) terapeuta.
Como interpretar

A escala é de 7 pontos (1 = não, em absoluto; 7 = sim, muito). Calcula-se a média de cada subescala (6 itens) e a média geral dos 24 itens – todas no intervalo 1–7.

1.0 – 3.0
Aliança fraca
3.1 – 5.0
Aliança média
5.1 – 7.0
Aliança forte

⚠️ As publicações originais da CALPAS não estabelecem pontos de corte clínicos – o instrumento é, por definição, de monitoramento. As zonas acima são referências de trabalho; o que importa é o perfil nas 4 subescalas e a evolução ao longo do tempo, não um único índice global.

Quando aplicar

A CALPAS gera resultados mais consistentes a partir da 3ª–5ª sessão com o(a) mesmo(a) terapeuta – é preciso ter experiência suficiente para responder. A reaplicação a cada 1–3 meses permite acompanhar a evolução da relação e identificar quais facetas crescem e quais ficam estagnadas.

Importante
Pontuação baixa não significa «cliente ruim» nem «terapeuta ruim». É um sinal que vale a pena levar para a sessão. Discutir abertamente as fragilidades da aliança é, em si, uma intervenção terapêutica poderosa – e frequentemente eleva o trabalho a outro nível. Um(a) bom(a) terapeuta receberá o resultado como feedback valioso, e não como queixa.

Este questionário avalia sua aliança terapêutica – como tem sido o trabalho conjunto com seu(sua) psicólogo(a) ou psicoterapeuta no último mês.

Instruções: avalie cada afirmação numa escala de 7 pontos, conforme o quanto corresponde ao que aconteceu na terapia no último mês. Se você está começando a terapia ou não faz sessões semanais, responda com base nas últimas sessões de que se lembra.

1Em nada
 
2Um
pouco
3Em parte
 
4Razoavel-
mente
5Bastante
 
6Muito
 
7Muitís-
simo
Perguntas frequentes
O que é o CALPAS?
O CALPAS (California Psychotherapy Alliance Scales) é um questionário de autorrelato sobre a aliança terapêutica, desenvolvido por Louise Gaston e Charles Marmar na Califórnia (1990, 1994) em pesquisas de psicoterapia breve. A versão completa, CALPAS-P, contém 24 itens em uma escala de 7 pontos e avalia 4 subescalas: capacidade de trabalho do cliente (PWC), envolvimento (PC), acordo sobre a estratégia (WSC) e compreensão e envolvimento do terapeuta (TUI).
Qual é a diferença entre o CALPAS, o WAI e o HAQ-II?
Os três instrumentos medem a aliança terapêutica, mas a observam por ângulos diferentes. O WAI divide a aliança nos 3 componentes do modelo de Bordin (tarefas, objetivos, vínculo). O HAQ-II fornece uma avaliação geral da aliança a partir de dois fatores. O CALPAS é singular por separar a contribuição do cliente (PWC + PC) da contribuição do terapeuta (TUI), além de ter uma subescala própria de acordo sobre a estratégia (WSC) – isso ajuda a entender onde exatamente o trabalho está travando.
Quando fazer o CALPAS?
O ideal é depois de 3 a 5 sessões com o mesmo terapeuta, quando já existe uma experiência à qual se referir. A repetição regular (a cada 1 a 3 meses) mostra a evolução e permite ver quais facetas da aliança estão crescendo e quais estão estagnadas.
Existem pontos de corte clínicos?
Pontos de corte clínicos não foram definidos nas publicações originais de Gaston e Marmar – o CALPAS é, desde a origem, um instrumento de monitoramento, e não de diagnóstico. No site são usadas as faixas de trabalho 1–3 / 3,1–5 / 5,1–7 apenas como referência. O que tem valor decisivo é o perfil nas 4 subescalas e a evolução ao longo do tempo, e não uma única pontuação global.
O que significa o item invertido nº 22?
O item 22 (“meu terapeuta tem dificuldade em se concentrar nos meus interesses”) é o único item invertido do CALPAS-P completo. Sua pontuação é invertida (8 − resposta) antes de ser incluída na média da subescala TUI. Esse é um recurso padrão para verificar a atenção de quem responde e reduzir o efeito de aquiescência.
O que fazer se a pontuação for baixa?
Pontuações baixas não significam “cliente ruim” nem “terapeuta ruim”. São um sinal que vale a pena levar para a sessão. Abra o PDF e converse com seu terapeuta – especialmente sobre a subescala que ficou mais baixa. Discutir abertamente os pontos frágeis da aliança muitas vezes, por si só, destrava o trabalho e é considerado uma intervenção terapêutica poderosa.