IRI
O IRI foi desenvolvido pelo psicólogo norte-americano Mark Davis (Eckerd College) entre 1980 e 1983. O artigo de 1983 já foi citado mais de 10 000 vezes — é um dos instrumentos mais influentes da psicologia da personalidade.
Davis partiu da ideia de que a «empatia» não é um traço único, mas várias capacidades distintas que podem se combinar de modos muito diferentes em cada pessoa. Foi isso que tornou o IRI revolucionário: pela primeira vez, um instrumento separou os componentes cognitivos e afetivos da empatia.
Adaptação brasileira (EMRI): Sampaio, Guimarães, Camino, Formiga & Menezes (2011); tradução inicial de Koller, Camino & Ribeiro (2001).
Esta é a distinção clínica chave. Em EC, a empatia se volta para fora: «sinto pela sua dor e quero ajudar». Em PD, a empatia inunda a própria pessoa: «fico tão mal com a sua dor que não consigo funcionar». Externamente parecem semelhantes, mas predizem desfechos opostos: EC alto → comportamento pró-social; PD alto → evitação, burnout, ansiedade.
O IRI mede empatia disposicional — um traço estável de personalidade, e não o estado deste momento. Responda pensando em como você costuma se comportar em geral, não apenas no último período.
Alguns itens estão formulados em direção «inversa» (descrevem baixa empatia) — isso é parte normal da metodologia, que evita vieses de resposta.
Diante de você há 28 afirmações sobre como você reage aos sentimentos e às vivências dos outros.
Instrução: para cada item, escolha um valor de 0 («não me descreve nem um pouco») a 4 («me descreve muito bem») — o quanto a afirmação corresponde ao seu jeito habitual de ser.
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