Teste de procrastinação: Escala Geral de Procrastinação de Lay (GPS)
Lay, 1986 · 20 itens · ~5 min · tradução de pesquisa
A Escala Geral de Procrastinação foi desenvolvida pelo psicólogo canadense Clarry Lay (Universidade York) e publicada em 1986 no Journal of Research in Personality – o artigo se chamava, literalmente, «Enfim, meu artigo de pesquisa sobre procrastinação». É uma das primeiras e, até hoje, das mais usadas escalas de procrastinação como traço no mundo. A versão em português deste site é uma tradução de pesquisa feita a partir do original; para outras escalas de procrastinação (Pure Procrastination Scale e IPS, de Steel) existem validações brasileiras – para a GPS, ainda não.
Não um «não deu tempo» isolado, mas a tendência geral de adiar – como um traço que se manifesta nas mais diversas circunstâncias. Os vinte itens descrevem quatro áreas da vida; no resultado você verá em qual delas o adiamento é mais forte.
Dez afirmações são formuladas «pelo lado da procrastinação» e dez «pelo lado da organização» (itens invertidos): é uma proteção contra respostas mecânicas. A pontuação total vai de 20 a 100; quanto maior, mais forte a tendência de adiar. A escala não tem pontos de corte clínicos fixos – os autores recomendam comparar o resultado com as médias da amostra. No site usamos faixas orientativas pela média por item: abaixo do ponto neutro, próximo dele e acima.
Para quem se reconhece no «amanhã eu faço» e quer entender o quanto isso virou um estilo; para estudantes, freelancers, gestores e todos cujo trabalho depende da auto-organização; para quem suspeita que por trás do adiamento há algo mais – cansaço, ansiedade, depressão ou déficit de atenção. O teste não distingue essas causas, mas oferece um ponto de partida honesto para a conversa.
Abaixo há 20 afirmações que as pessoas usam para descrever a si mesmas. Avalie o quanto cada uma é característica de você, numa escala de 1 a 5. Atenção: 3 é «neutro» – a afirmação não é nem característica nem não característica.
Responda sobre você em geral, não sobre a última semana. A primeira resposta costuma ser a mais precisa.

